31 de julho de 2009

Dia Mundial do Orgasmo




O orgasmo é a conclusão do ciclo de resposta sexual que corresponde ao momento de maior prazer sexual. Pode ser experimentado por ambos os sexos, dura apenas breves segundos e é sentido durante o ato sexual ou a masturbação causando uma intensa excitação das zonas erógenas genitais. O orgasmo pode ser detectado com a ejaculação na maioria das espécies de mamíferos masculinos.


Na espécie humana, de maneira geral, tanto homens quanto mulheres podem sentir o orgasmo: nos homens, apresenta-se como um pico rápido de excitação seguido de ejaculação, e rápida queda na sensação de prazer; nas mulheres, pode consistir de um período mais extenso de sensação de prazer, pontuado por alguns picos de prazer (muitas vezes chamado de orgasmo múltiplo), mais intenso que nos homens, com decréscimo destas sensações mais lento do que nos parceiros. Nas mulheres, ainda, pode haver contrações musculares que causam expulsão de líquido através da vagina, caracterizando a ejaculação feminina. É um período que grande relaxamento e queda da pressão arterial, devido à liberação da Prolactina. Além de redução, temporária, das atividades do córtex cerebral.


O Dia do Orgasmo
Data mundial criada na Inglaterra, o dia 31de julho tem o objetivo de manter acesa a discussão sobre a libido e as disfunções sexuais que afetam pessoas em todo o mundo
Por Carmita Abdo

Parece estranha a idéia de um dia dedicado ao orgasmo. Por que a sociedade precisaria de uma data para lembrar tal estado de excitação? Alguns podem achar que sentimentos mundanos estão dominando discussões nacionais, ou que a mídia se rendeu ao marketing escrachado, incentivado por aqueles que querem lucrar com o problema alheio. Puro preconceito. O Dia do Orgasmo, em 31 de julho, é mais do que isso. É tempo para refletir: as pessoas estão fazendo sexo com menos qualidade e boa parte da população não consegue sequer ter desejo sexual. Satisfação sexual é sinal de qualidade de vida, respaldado pela Organização Mundial de Saúde.
O Dia Mundial do Orgasmo foi criado há quatro anos, na Inglaterra, por redes de sex shops. Pesquisas feitas por essas lojas revelaram que 80% das mulheres inglesas não atingem o clímax em suas relações. Em termos de insatisfação sexual, os brasileiros não ficam longe. A presença ostensiva de sexo na tevê sugere um povo versado e realizado sobre o assunto, fantasia esta, porém, que não condiz com a realidade. Estudo conduzido pelo Projeto de Sexualidade da USP (ProSex) detectou que 50% das brasileiras têm problemas com a ausência de desejo, falta de orgasmo, dificuldade de excitação ou dor durante a penetração – algumas delas têm mais de uma queixa. Um paradoxo num país com sexo tão presente no cotidiano. Os homens brasileiros também têm problemas. Cerca de 12 milhões deles sofrem de alguma disfunção sexual e é certo que a insatisfação nesta área sinaliza algum problema de saúde e contribui para conflitos do casal.
As pesquisas são respaldadas por investimentos da indústria. O mercado que promete melhorar a vida sexual da população é imenso e se divide em setores que vão desde a mais antiga profissão do mundo às sex shops, psicoterapias e redes de motéis até a tecnologia dos laboratórios farmacêuticos. Hoje, brasileiros já contam com opções da medicina para o tratamento oral da disfunção erétil. Além do sildenafil, pioneiro no mercado, novos produtos, entre os quais o vardenafil e o tadalafil, prometem outras vantagens, tais como ação mais rápida e duradoura. Para as mulheres, o orgasmo pode ser resgatado graças aos bons resultados com a bupropiona, antidepressivo que não inibe a libido e favorece o interesse sexual.
Esses medicamentos ajudam a minimizar os distúrbios, e transformam temas tabus, como impotência ou falta de
libido, em oportunidades para se tratar de temas de saúde.
O que não se deve, entretanto, é deixar para a indústria e seus eventuais lançamentos a responsabilidade da discussão. É preciso ecoar a mensagem de que a sexualidade de um povo reflete a sua saúde. Uma relação sexual malsucedida pode representar problemas como depressão, ansiedade, estresse, hipertensão, diabetes, doenças cardíacas, neurológicas ou endocrinológicas.
As pessoas têm o direito de fumar e não praticar exercícios, mas precisam saber que o fumo e o sedentarismo, da mesma forma que outros hábitos de vida não saudáveis, podem conduzir à disfunção sexual. No caso das mulheres, a falta de libido muitas vezes mascara problemas mais sérios, como a depressão. Mais de 50% dos casos de disfunção sexual feminina está associada ao quadro depressivo ou é conseqüência de efeito colateral de medicamentos.
A proposta do Dia do Orgasmo não tem como finalidade decretar mais um feriado, mas debater o assunto nas diversas esferas sociais. Isso inclui a instituição de educação sexual de qualidade nas escolas, mais consciência quanto ao uso de preservativos e mais esclarecimento sobre as causas da falta de desejo sexual e da disfunção erétil. Não há justificativa para a perpetuação de problemas que podem e devem ser resolvidos. E o principal remédio ainda é a discussão franca e isenta de preconceitos.

Carmita Abdo é psiquiatra, professora da Universidade de São Paulo e coordenadora do Projeto de Sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC-SP).

Curiosidades:


- A palavra orgasmo vem do grego orgasmós que significa ferver de ardor.


- O orgasmo tem duração de cerca de 2 a 10 segundos no homem, na mulher a duração do orgasmo é de cinco a dez segundos a mais que o masculino. Em algumas mulheres, já foram medidos orgasmos de até 1 minuto.


- Na hora do orgasmo, as paredes da vagina soltam uma descarga de 244 minivolts. Cinco mulheres produzem energia suficiente para acender uma lâmpada de um volt.


- Na idade média as mulheres evitavam ter orgasmos durante a menstruação. Para que seus filhos não nascerem ruivos


- O orgasmo de um coelho dura apenas quatro segundos.


- A atriz Regina Duarte encenou o primeiro orgasmo na televisão em 7 de Junho de 1979. Ele ocorreu no seriado Malu Mulher. Numa cena de sexo com Mário (Paulo Figueiredo), a câmera focalizou a mão fechada de Regina, que se abriu como num espasmo.


- Pesquisadores japoneses estão criando a camisinha musical. Eles instalaram um micro chip na ponta do preservativo e querem que a camisinha toque Love me do na hora do orgasmo.


- Em 1593, um inquisidor médico relatou a existência do clitóris pela primeira vez. Ao observar uma mulher acusada de bruxaria, ele descreveu o órgão como o bico do seio do diabo.
- O médico francês dr. Vanette era conhecido como guru do sexo no século 17. Ele tinha várias teorias sobre o comportamento sexual humano. Entre suas afirmações estava a de que mulheres de seios flácidos eram "desenibidas demais" para o sexo e que homens de nariz grande possuíam também o pênis grande.
- No século 19, os japoneses chamavam a vagina de "portão das jóias". As mulheres tinham até o costume de andar com uma pérola dentro dela.
- Um estudo realizado por cientistas da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, concluiu que o orgasmo feminino estaria ligado à riqueza do parceiro. De acordo com o estudo, o orgasmo feminino seria condicionado por uma "adaptação evolucionária", na qual a percepção feminina da qualidade do parceiro influenciaria sua capacidade de chegar ao orgasmo. Assim, homens considerados mais ricos proporcionariam mais prazer às mulheres.

Esse último foi “pracabá” kkkkkk
Mas então é isso, e sejam felizes!!
Bjocas

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  2 comentários:

  1. kkkkkkkkkkkk
    Adorei o post, estou rindo até agora com algumas coisas que li. Bjusss

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  2. Q bom q gostou da make! Seja bem vinda por lá!
    Beijos

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