3 de outubro de 2010

Amor só não basta!



Vivemos em uma época de muitas diversidades e estilos de vida.
As pessoas "ficam", preferem o viver juntos a formalizarem sua união, as alianças se ausentam dos dedos (e dos corações), a mulher se apossou de sua liberdade sexual, casais optam por morarem em casas separadas, ter filhos é uma escolha muito séria, que pode ser, inclusive, resultante de uma"produção independente", ou de laboratório, prioriza-se a busca de sucesso profissional, de poder e  de dinheiro...
Entretanto, no final, mesmo que não declarado ou verbalizado, o que todos
querem é amar e serem amados.
É, como já disse Arthur da Távola, "encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique fazer loucuras, que nos faça entrar em transe, revirar os olhos, rir à toa, cair de quatro"...
Mas, como nada dura para sempre, esperamos que a paixão se transforme em amor e, de novo, sonhamos com o mítico e impossível: a chegada de um amor incondicional, que, pelo simples fato de existir, irá permanecer apesar do que aconteça, nutrindo-se de um modo auto-suficiente e único.
Nada feito. Amar só, não basta!
Em um relacionamento de casal, o amor precisa se alimentar de outros sentimentos muito importantes: sinceridade, confiança, paciência, muita paciência...
É primordial aprender a não competir pelo poder da relação, a não fazer jogos que destruam o respeito e  a admiração.
É aprender a "pegar mais leve", "às vezes fingir que não viu, que não  escutou", a usar de um senso de humor que amenize as contas para pagar, as notas baixas dos filhos, a geladeira que quebrou, a irritação com o chefe, a tensão pré-menstrual.
É aceitar que o parceiro é diferente de mim, que não é meu, que é apenas um
 companheiro de viagem e que tem vida própria.
O amor para sobreviver à vida, às nossas carências e medos, precisa  de poesia e de racionalidade, de  palavras bonitas e também de silêncio, precisa de inteligência e de fé.
O amor precisa do compartilhar e do separar, da humildade de reconhecer que não se é tudo na vida do outro, do querer estar com, mas saber que pode ficar sem o outro e reconstruir.
            Hoje, considero que amar é uma escolha difícil, embora valha a pena. É um eterno aprendizado.
            E a última lição que tive é que"amar só, não basta"!                                   

Elisabeth Salgado                  


Beijocas
Deisy
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  Um comentário:

  1. Um amor e uma cabana só funcionam em livros, na vida real real paciência e companheirismo são as chaves do relacionamento. Bjs, Rose.

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