Comendo como um troglodita
Você já ouviu falar da dieta do paleolítico ou paleodieta?
A brincadeira do título é porque a dieta consiste, em tese, ao retorno da alimentação antes do advento da agricultura, a época paleolítica.
Para quem está acostumada com dieta para perda de peso, com alimentação a base de cereais integrais, carnes, frangos e peixes grelhados (com pouca gordura) e leite e derivados desnatados ou lights, ao se deparar com o que a paleodieta prega ficará surpresa.
Nela há o incentivo para comer principalmente carne, frango e peixes (sem retirar a gordura), vegetais e frutos, limitar os legumes, lacticínios, sal e açúcar refinado e evitar os cereais, principalmente o trigo.
Segundo o médico o médico José Carlos Souto, urologista gaúcho, Paleolítico refere-se ao período anterior à invenção da agricultura. “Esta é a dieta à qual nossa espécie está geneticamente adaptada. Da mesma forma que estamos geneticamente adaptados à gravidade da terra, à concentração de oxigênio da nossa atmosfera, à temperatura do nosso planeta, pois estas são as condições que estavam presentes durante a nossa evolução, a dieta com a qual evoluímos moldou nossos genes.”
“Não existe um único tipo de dieta paleolítica. Hominídeos nômades vagaram pela África, e posteriormente por todos os continentes, comendo aquilo que estava disponível. No litoral, isso significava um predomínio de pesca. Nas savanas, um predomínio de caça. Na maioria dos lugares, era suplementada com vegetais, frutas silvestres e raízes, além de insetos e larvas. Em locais como o círculo polar ártico, praticamente não havia vegetais disponíveis por pelo menos 6 meses. Em ilhas do Pacífico, o coco chegava a compor mais da metade do consumo calórico. Assim, não há uma dieta paleolítica, mas várias. Mais importante do que as diferenças entre estas dietas, é o que todas têm em comum: a ausência de produtos refinados, alimentos processados e grãos.”
Entre os praticantes da “paleo” é ponto pacífico a eliminação completa de cereais, como o trigo, aveia e a cevada, bem como do açúcar refinado.
No entanto, em uma zona cinzenta encontram-se os lacticínios, para os radicais o leite para consumo humano é apenas o proveniente da lactação, enquanto outros aceitam o leite em forma de iogurte, manteiga, coalhada.
As carnes em geral (ovino, caprino, bovino, suíno e aves) bem como os frutos do mar estão todos liberados.
As hortaliças e frutas são liberadas, os tubérculos podem ser consumidos com restrição e as leguminosas devem ser eliminadas.
O médico José Carlos Souto mantém um blog muito didático sobre o assunto, com inúmeras explicações sobre prevenção de doenças com a alimentação.
E o livro Barriga de Trigo, do cardiologista americano Willian Davis, traz inúmeras explicações sobre a composição genética do trigo atual e indica os motivos pelo qual se deve evitar completamente o trigo (e seus derivados) a dieta.
Além da conhecida doença celíaca, ainda pode-se curar ou diminuir a artrite reumatoide, lupus, dermatite herpetiforme, ataxia cerebelar, esclerose múltipla, colite ulcerativa, cólon irritável, enxaquecas, entre outras.
O assunto é muito amplo e merece outras postagens, mas por tudo que eu li e achei bastante convincente, iniciei a paleodieta, e posso afirmar que retirar o trigo da alimentação é realmente complicado, pois mais além da vontade de comer aquele pãozinho com manteiga, é a dificuldade de “criar” refeições em que ele não esteja incluído.
São vários sites falando sobre a paleo, mas deixo aqui quatro opções para vocês darem mais uma olhada:

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Olá!!! Bem interessante este assunto!
ResponderExcluirMas... não consigo imaginar um café da tarde, estilo colonial, como somos "geneticamente" acostumados aqui em Santa Catarina, dentro desta dieta... :-(
Parabéns pelo Blog e pela Página no Facebook, estão ótimos!
Bjs
Jackie Régis
Itajaí/SC
Esse é o problema... esquecer o café a tarde como estamos acostumadas. É realmente muito difícil retirar o trigo da alimentação. Mas está valendo a pena, estou gostando dos resultados. E a leitura do livro Barriga de Trigo é muito interessante. Beijo
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