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27 de maio de 2015

Uma Real visita literária


 Em visita ao Rio de Janeiro não pude deixar de conhecer o Real Gabinete Português de Leitura, uma joia no centro da cidade, e que é considerada uma das bibliotecas mais bonitas do mundo.

Fundado em 14 de maio de 1837, por um grupo de 43 emigrantes portugueses do Rio de Janeiro, que resolveu criar uma biblioteca para ampliar os conhecimentos de seus sócios e dar oportunidade aos portugueses residentes na então capital do Império de acompanhar a literatura de seu país natal. Foi a primeira do gênero na América Latina.

Como o espaço ficou pequeno, em 1880 D. Pedro II lançou a pedra fundamental deste edifício, que foi projetado pelo arquiteto português Rafael da Silva e Castro, em estilo neomanuelino, com inspiração na fachada do Mosteiro dos Jerônimos em Lisboa.

Inaugurado em setembro de 1887, com a presença da Princesa Isabel e do Conde D’Eu, o edifício foi construído em pedra de lioz, com estátuas de Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões e do Infante D. Henrique.

O interior é belíssimo e segue o mesmo estilo neomanuelino nas portadas, estantes de madeira para os livros e monumentos comemorativos. São três andares de imponência. 
Helmut Reichenauer, 2008
O teto do Salão de Leitura é uma obra de arte, com um candelabro descendo de uma claraboia, todo o conjunto trabalhado em ferro.
Edifício e instituição importante para a história da literatura brasileira, o Real Gabinete recebeu as cinco primeiras sessões solenes da Academia Brasileira de Letras, na época sob a presidência de Machado de Assis.

É a maior e mais valiosa biblioteca de obras de autores portugueses fora de Portugal e seu acervo informatizado possui cerca de 350.000 volumes.
A biblioteca possui exemplares raros, como a edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões, datada de 1572, que pertenceu a Companhia de Jesus; as Ordenações de Dom Manuel por Jacob Cromberger, editadas em 1521; os Capítolos de Cortes e Leys que sobre alguns delles fizeram, editados em 1539 e A verdadeira informaçam das terras do Preste Joam, segundo veo e escreveo ho padre Francisco Alvarez, de 1540.
Possui ainda manuscritos autógrafos de Amor de Perdição, de Camilo Castelo Branco e o Dicionário de Língua Tupy de Gonçalves Dias.



O espaço possui ainda uma pinacoteca, galeria e obras espalhadas pelo edifício. O Altar da Pátria, feito de prata, marfim e mármore foi feito para celebrar o descobrimento do Brasil.
O Real Gabinete é uma instituição sem fins lucrativos que se mantém com investimentos privados, foi aberta ao público em 1900, e a visitação é gratuita.

Depois de apreciar esta maravilha arquitetônica repleta de história fiquei tentada a conhecer os Gabinetes das cidade de Salvador, Recife e Santos.

Real Gabinete Português de Leitura
Rua Luís de Camões, 30, Centro, Rio de Janeiro


Fontes para texto e imagem:
Cool Cities
My Modern Met
Real Gabinete Português de Leitura

Para ver outra postagem sobre o Rio de Janeiro
Flor de Coimbra, a adega mais antiga do Rio de Janeiro


22 de abril de 2015

Planejamento Financeiro para Mulheres


Hoje a dica é pra mulherada!!
Às vezes é complicado manter a conta em dia?
Decidir se gasta ou guarda pode ser uma dúvida cruel diante de uma vitrine escrito: PROMOÇÃO.
Mas, se você conseguir se organizar, é possível guardar e gastar, e vivendo com as contas em dia.

O ebook gratuito sim, eu disse gratuito! Planejamento Financeiro para Mulheres - Dicas Práticas para organizar as finanças sem descer do salto é um livro com dicas para controle em cada etapa da sua vida!

Solteiras, casadas, com filhos, separadas... um guia prático e divertido que vale a pena ser lido.

Se tá sem tempo agora pra ler, deixa de ser preguiçosa e pelo menos salva no teu computador, o livro é pequenos, com apenas 25 páginas de fácil leitura e entendimento.

Vale ressaltar que o livro foi disponibilizado pelo Organizze, um controlador de fluxo de caixa disponível para computadores e celulares. 

Adquira novos hábitos e passe a ter o que realmente precisa e gosta. Não deixe o impulso ou a falta de organização acabar com seu dindin!

Boa leitura!

17 de abril de 2015

A Livraria mais antiga do mundo


Passei a Semana da Páscoa em Lisboa, e dentre tantos lugares a conhecer um estava no meu roteiro, era a LivrariaBertrand, no Chiado, fundada em 1732 e que em 2011 o Guiness World Records reconheceu como a mais antiga do mundo em funcionamento.
Nesses quase trezentos anos, foi local de tertúlia e funcionou como uma espécie de clube literário, tendo grandes expressões da língua portuguesa entre seus mais notáveis assíduos, como Alexandre Herculano, Eça de Queiros, Oliveira Martins e Antero de Quental.
Ponto de encontro da sociedade lisboeta, além de intelectuais, reuniu desde liberais e conservadores, mais tarde republicanos e democratas, até burgueses e aristocratas, entre discussões literárias e tramas políticas.
Aquilino Ribeiro, grande romancista português, foi outro dos notáveis que frequentaram a Livraria Bertrand, tendo inclusive sido criado o “Cantinho do Aquilino”, a primeira sala do lado direito, local onde hoje se faz as sessões de autógrafos.
José Fontana, um dos fundadores do Partido Socialista Português, foi um dos seus primeiros empregados e ali suicidou-se, atormentado pela tuberculose.
Fonte: restosdecolecção.blogspot.com.br
A Livraria Bertrand do Chiado fica na Rua Garret, quase em frente ao Café A Brasileira, onde se encontra a estátua de Fernando Pessoa, local bastante conhecido dos turistas.
Fonte: ondelisboa.com
Atualmente possui mais de 55 livrarias em Portugal e Espanha, e promove diferentes atividades, como leituras, sessões de autógrafo, tertúlias, exposições e lançamentos. Oferece desde bestsellers até títulos antigos e de referência, numa variedade editorial que desafia leitores de diferentes gostos e idades.

É um patrimônio em pleno coração de Lisboa, e desde 1732 já resistiu a um terremoto, a uma guerra civil, a nove reis, a um regicídio, a 16 presidentes, a 50 primeiros-ministros, a três repúblicas e a três intervenções do Fundo Monetário Internacional.
Com tantos predicados, certamente merece uma visita.

Livraria Bertrand
Rua Garrett, 73-75, Chiado, Lisboa - Portugal


Para visualizar outros posts de Portugal:

O Bolo Rei e as Saturnálias (bolo tradicional)

Confeitaria Nacional de Lisboa

26 de março de 2015

O outro lado da história...


Em época do politicamente correto, divido com vocês um título que é bastante interessante para esta época de intenso debate de idéias e discussões sobre os rumos que o Brasil deve adotar, assuntos que estão em toda rodinha de amigos.

Mas conversamos sobre o futuro com base no passado. E se o passado não foi bem assim como aprendemos?

O Guia Politicante Incorreto da História do Brasil, do jornalista paranaense Leandro Narloch aborda, com sua narrativa leve, aspectos da história do País que raramente são considerados nos livros oficiais.
Editora Leya, edição ampliada
Ele se utiliza de pesquisas recentes, que por vezes desmentem a história oficial, para demonstrar como a história pode ser deturpada por interesses diversos, entre eles o ideológico.

Pesquisas estas que ficam restritas ao mundo acadêmico mas que não são trazidas aos livros de história escolares e assim continua-se a ensinar e aprender fatos, situações e biografia de forma deturpada.

"O problema é que essa nova história demora a chegar às pessoas em geral. Os livros didáticos continuam dizendo que o verdadeiro nome de Zumbi era Francisco e que ele teve educação católica - uma ficção criada pelo político e jornalista gaúcho Décio Freitas. Ainda se aprende na escola que o Brasil praticou um genocídio no Paraguai durante uma guerra que teria sido criada pela Inglaterra. E tem muito descendente de europeu achando que é culpado pelo tráfico de escravos, apesar de a maioria de seus ancestrais ter imigrado quando a escravidão se extinguia."

Mas ainda não sabe se quer ler? 

"Por isso é hora de jogar tomates na historiografia politicamente correta. Este guia reúne histórias que vão diretamente contra ela. Só erros das vítimas e dos heróis da bondade, só virtudes dos considerados vilões. Alguém poderá dizer que se trata do mesmo esforço dos historiadores militantes, só que na direção oposta. É verdade. Quer dizer, mais ou menos. Este livro não quer ser um falso estudo acadêmico, como o daqueles estudiosos, e sim uma provocação. Uma pequena coletânea de pesquisas históricas sérias, irritantes e desagradáveis, escolhidas com o objetivo de enfurecer um bom número de cidadãos."

Alguns professores não concordaram com os escritos de Leandro, dizem que ele é radical de direita e que se aproveitou de alguns detalhes para "forçar a barra". Outros dizem que ele apenas conta a verdade e que revela detalhes que fazem toda a diferença.

E aí, ficou curioso?

25 de setembro de 2014

Livros de Moda de graça.


O Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque disponibilizou gratuitamente, para download em pdf, dez livros sobre Moda.

é uma ótima oportunidade para ampliar seus conhecimentos na área. Livros com temas diferentes que abordam diferentes questões e áreas da moda, dá uma olhada:

"Christian Dior" de Richard Martin e Harold Koda

"La Belle Époque" de Julian, Philippe e Diana Vreeland

"Madame Grès" de Richard Martin e Harold Koda

"Metropolitan Jewelry" de Sophie McConnell

"Bare Witness" de Richard Martin e Harold Koda

"Haute Couture" de Richard Martin e Harold Koda

"Wordrobe" de Richard Martin


"Orientalism: Visions of the East in Western Dress" de Richard Martin e Harold Koda

"American Ingenuity: Sportswear" de Richard Martin

Bom, nem preciso dizer que os livros não são em português né?
Aproveitem! E qualquer dúvida, a matéria e os links são da revista Vogue Portugal.
Beijos

3 de fevereiro de 2011

Dica do dia: uma boa leitura


A dica de hoje é uma boa leitura. E como sugestão temos um livro de ficção chamado Querido John, de Nicholas Sparks.


Segue um pequeno trecho:

Prólogo
Lenoir, 2006
O que significa amar verdadeiramente uma pessoa?


Houve um tempo em que eu achava saber a resposta: significa que eu iria pensar em Savannah mais do que em mim mesmo, e passaríamos o resto de nossas vidas juntos. Não seria difícil. Ela me disse certa vez que a chave para a felicidade é ter sonhos realizáveis, e os dela não eram nada fora do comum. Casamento, família... o básico. Isso significa que eu teria um emprego estável, uma casa com cerca branca e uma minivan ou SUV grande o suficiente para levar nossos filhos à escola, ao dentista, ao treino de futebol ou aos recitais de piano. Dois ou três filhos – ela nunca foi clara a respeito, mas meu palpite é que quando chegasse a hora, ela deixaria a natureza seguir seu curso e Deus tomar a decisão. Ela era assim – religiosa, quero dizer – e suponho que esse tenha sido um dos motivos pelos quais me apaixonei por ela. Independentemente do que acontecesse em nossas vidas, eu me imaginava ao fim do dia deitado na cama ao lado dela, nós dois abraçados enquanto conversávamos e ríamos, perdidos nos braços um do outro.

Não parece tão absurdo, certo? Quando duas pessoas se amam? Foi também o que pensei. E, enquanto uma parte de mim ainda quer acreditar que isso seja possível, sei que não vai acontecer. Quando eu for embora de novo, nunca mais vou voltar.
Por enquanto, porém, vou sentar-me na encosta que dá vistas à fazenda e esperar que ela apareça. Ela não vai me ver, é claro. No exército, você aprende a se misturar com a paisagem, e eu aprendi muito bem, pois não quero morrer em uma vala estrangeira no meio do deserto iraquiano. No entanto, tive de voltar a esta cidadezinha montanhosa na Carolina do Norte para descobrir o que aconteceu. Quando alguém termina algo mal resolvido, sente um desconforto, quase uma dor, até descobrir a verdade.
Porém, estou certo de uma coisa: Savannah nunca saberá que estive aqui hoje.
Parte de mim dói ao pensar que ela está tão perto e eu não posso tocá-la, mas nossas histórias seguiram caminhos diferentes. Não foi fácil aceitar essa verdade simples, pois houve um tempo em que nossas histórias eram uma só, mas isso aconteceu seis anos e duas vidas atrás. Nós dois temos lembranças, é claro, mas aprendi que as memórias podem ter uma presença física, quase viva, e nisso Savannah e eu também somos diferentes. Enquanto as lembranças dela são estrelas no céu noturno, as minhas compõem o assombrado espaço vazio entre elas. E, ao contrário dela, sinto o peso de perguntas que já me fiz mil vezes desde nosso último encontro. Por que fiz aquilo? Faria tudo de novo?
Fui eu, veja bem, quem terminou tudo.
Nas árvores ao meu redor, as folhas estão apenas iniciando sua lenta mutação para o vermelho fogo, brilhando como o sol que espreita ao longe no horizonte. As aves gorjeiam para a alvorada, o ar está perfumado com aroma de pinho e terra, diferente da água salgada da minha cidade natal. De repente, a porta da frente se escancara e eu a vejo. Apesar da distância entre nós, prendo a respiração enquanto ela invade o dia. Ela se espreguiça antes de descer os degraus da entrada e dirigir-se para a lateral da casa. Savannah atravessa a porteira e segue em direção ao pasto à sua frente, que reluz como um oceano verde. Um cavalo a saúda, outro também, e meu primeiro pensamento é que Savannah parece pequena demais para se mover tão facilmente entre eles. Mas ela sempre ficou confortável em meio aos cavalos, e eles com ela. Uma meia dúzia de animais mordisca a grama ao pé da cerca, a maioria quarto de milha, e Midas, seu cavalo árabe negro com meias brancas, está apartado. Montei com ela uma vez, e com sorte não me feri. E, enquanto eu me agarrava com todas as minhas forças ao cavalo, lembro de pensar que ela ficava tão relaxada na sela, que era como se estivesse assistindo televisão. Savannah se detém um momento para cumprimentar Midas. Ela esfrega o nariz dele sussurrando algo e acaricia as ancas do cavalo, que fica de orelhas em pé quando ela se vira e parte para dentro do celeiro.
Ela desaparece e ressurge carregando dois baldes – aveia, acho. Pendura nas estacas, e um par de cavalos trota em sua direção. Savannah se afasta para dar passagem e observo seu cabelo esvoaçar na brisa. Ela pega a sela e a rédea. Enquanto Midas come, ela o prepara para cavalgar, e logo depois o conduz da pastagem para as trilhas na floresta, exatamente como fez seis anos atrás. Sei que não é verdade – eu a vi de perto no ano passado e notei as primeiras rugas surgindo ao redor dos olhos – mas o prisma pelo qual a vejo continua imutável. Para mim, ela sempre terá vinte e um anos e eu, vinte e três. Eu servia na Alemanha; ainda não tinha ido a Fallujah ou Bagdá, nem recebido a carta dela, que li na estação de trem em Samawah nas primeiras semanas de campanha; ainda não tinha voltado para casa por causa dos eventos que mudaram o rumo da minha vida.
Hoje, aos vinte e nove anos, às vezes me pergunto sobre as escolhas que fiz. O exército se tornou a única vida que conheço. Não sei se deveria estar arrependido ou satisfeito por isso; a maior parte do tempo oscilo, depende do dia. Quando as pessoas perguntam, digo que sou um peão, e é exatamente isso que quero dizer. Ainda vivo em uma base na Alemanha, tenho cerca de mil dólares de economias e não saio com uma mulher há anos. Não surfo como antes nos dias de licença. Nas folgas, dirijo minha Harley para o sul e para o norte, dependendo do meu humor. A Harley foi a melhor coisa que já comprei, embora lá custe uma fortuna. É ideal para mim desde que me tornei um tipo solitário. A maioria dos meus camaradas abandonou o serviço, mas eu provavelmente serei enviado de volta ao Iraque nos próximos meses. Pelo menos, esses são os rumores que circulam na base. Quando conheci Savannah Lynn Curtis – para mim, ela será sempre Savannah Lynn Curtis –, não poderia prever o rumo que minha vida tomaria, nem acreditava que faria carreira no exército.
Mas eu a conheci; e é isso que torna minha vida atual tão estranha. Eu me apaixonei por ela enquanto estávamos juntos, e me apaixonei ainda mais nos anos em que ficamos separados. Nossa história tem três partes: um começo, um meio e um fim. Embora seja assim que todas as histórias se desenrolam, ainda não consigo acreditar que a nossa não durará para sempre.
Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna à minha mente. Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta.


10 de outubro de 2010

Sugestão de leitura para casais


Relacionamento é algo sempre bem delicado, duas pessoas dividindo a mesma casa, o mesmo quarto, o mesmo banheiro e a mesma cama. Sem contar o controle da Tv, a geladeira e o sofá...
Começo de namoro é sempre bom, são sempre flores, se não for, corre logo pois a tendência é sempre piorar!!
Logo que me casei li um devocional para casais, pra quem não sabe o que é: são leituras diárias, você não pode ler o livro de uma vez, cada dia é uma passagem, e como é pra casal, o casal deve ler.
Costumava fazer a leitura no quarto, foi uma período muito divertido, pois o livro nos instigava a relatar informações que nem sempre costumávamos dar, trocar informações, muito bacana mesmo.
O que eu li foi esse aí:



Independente de religiões, acho fantástico a leitura do livro por unir o casal e nos dar ainda mais oportunidade de conversar, trocar idéias e crescer juntos. Agora achei esses dois na net:

  


Olha que bacana a descrição do Começando Juntos:

As melhores coisas da vida são feitas a dois. 60 devocionais para fortalecer o alicerce de seu relacionamento!
O casamento é um dos acontecimentos mais importantes e emocionantes da vida. Os momentos que o antecedem também são repletos de alegrias, descobertas e emoções, embora a ansiedade e a incerteza também estejam presentes. Em momentos assim é extremamente importante estarmos perto de Deus e caminharmos de acordo com sua vontade.



Beijocas
Deisy

6 de outubro de 2010

'Comer, rezar, amar' o livro ou o filme?


Comer, rezar, amar de Elizabeth Gilbert é o que temos bombando no momento.
Sinceramente quando eu leio um livro e depois sai o filme, dificilmente eu gosto do filme tanto quanto do livro.
Um dos exemplos mais recentes foi o livro Marley e eu que depois saiu o filme - deixando muito a desejar.
Como eu ainda não li o livro e também não vi o filme Comer, rezar, amar gostaria de uma idéia de quem já leu e viu o filme.



O filme estrelado por Julia Roberts (adoro!!) e Javier Bardem estreou neste final de semana e foi o filme mais visto no Brasil, cerca de 323 mil pessoas.
Também ficou como um dos livros mais vendidos da semana, de acordo coma revista Veja, aliás, segue um trecho pra dar água na boca.





Trecho de Comer, Rezar, Amar,  de Elizabeth Gilbert
 1
Eu queria que Giovanni me beijasse.

Ah, mas são tantos os motivos que fariam disso uma péssima idéia... Para começar, Giovanni é dez anos mais novo do que eu, e – como a maior parte dos rapazes italianos de vinte e poucos anos – ainda mora com a mãe. Só esses dois fatos já fazem dele um parceiro romântico improvável para mim, já que sou uma americana de trinta e poucos anos que trabalha, acaba de passar por um casamento falido e por um divórcio arrasador e interminável, imediatamente seguido por um caso de amor apaixonado que terminou com uma dolorosa ruptura. Todas essas perdas, uma atrás da outra, deixaram em mim uma sensação de tristeza e fragilidade, e a impressão de ter mais ou menos 7 mil anos de idade. Por uma simples questão de princípios, eu não imporia essa minha pessoa desanimada, derrotada e velha ao adorável, inocente Giovanni. Sem falar que eu finalmente havia chegado à idade em que uma mulher começa a questionar se a maneira mais sensata de superar a perda de um lindo rapaz de olhos castanhos é mesmo levar outro para sua cama imediatamente. É por isso que já faz muitos meses que estou sozinha. É por isso, na verdade, que decidi passar este ano inteiro sozinha.

Diante do que o observador mais arguto poderá perguntar: "Então por que você veio para a Itália?"

E tudo que posso responder – sobretudo quando olho para o belo Giovanni do outro lado da mesa – é: "Boa pergunta."

Giovanni é meu parceiro de intercâmbio de línguas. Isto pode parecer uma insinuação, mas infelizmente não é. Tudo o que realmente significa é que nós nos encontramos algumas noites por semana aqui em Roma para praticar o idioma um do outro. Primeiro conversamos em italiano, e ele é paciente comigo; em seguida, conversamos em inglês, e eu sou paciente com ele. Descobri Giovanni algumas semanas depois de ter chegado a Roma, graças ao grande cybercafé da Piazza Barbarini, do outro lado da rua, em frente àquele chafariz com a escultura de um homem com rabo de peixe soprando sua concha. Ele (Giovanni, não o homem com rabo de peixe) fixara um anúncio no quadro de avisos explicando que um italiano nativo estava procurando alguém que falasse inglês para treinar conversação nas duas línguas. Logo ao lado do seu anúncio havia outro com o mesmo pedido, absolutamente idêntico em cada palavra, e até na fonte usada. A única diferença era a informação para contato. Um dos anúncios trazia o endereço eletrônico de um tal Giovanni; o outro tinha o nome de um tal Dario. Mas até o número do telefone residencial era o mesmo.

Usando meus aguçados poderes de intuição, mandei um e-mail para os dois homens ao mesmo tempo, perguntando, em italiano: "Será que vocês são irmãos?"

Foi Giovanni quem respondeu com este texto muito provocativo: "Melhor ainda. Gêmeos!"
Sim – muito melhor. Gêmeos idênticos de 25 anos, altos, morenos e lindos, conforme vim a descobrir, com aqueles gigantescos olhos castanhos de pupilas líquidas que os italianos têm e que simplesmente me tiram o chão. Depois de conhecer os rapazes pessoalmente, comecei a me perguntar se por acaso eu deveria ajustar um pouquinho minha regra quanto a permanecer solteira durante este ano. Por exemplo, talvez eu pudesse permanecer totalmente solteira excetopelo fato de ter dois lindos irmãos italianos de 25 anos como amantes. Isso me lembrava um pouco um amigo meu que é vegetariano, mas come bacon, e no entanto… Eu já estava escrevendo a minha carta para o fórum de alguma revista masculina:

Em meio à penumbra bruxuleante iluminada pelas velas do café romano, era impossível dizer de quem eram as mãos que acariciavam…

Mas não.

Não, não, não.

Interrompi a fantasia no meio. Aquele não era o momento para eu arrumar uma história de amor e (conseqüência óbvia e inevitável) complicar ainda mais minha já tão enrolada vida. Aquele era o momento para eu procurar o tipo de cura e paz que só podem vir da solidão.

De todo modo, àquela altura, em meados de novembro, o tímido e estudioso Giovanni e eu já havíamos nos tornado grandes amigos. Quanto a Dario – o mais extrovertido e festeiro dos dois irmãos –, eu o apresentei à minha encantadora amiguinha sueca, Sofie, e o modo como eles têm compartilhado as suas noites em Roma é outro tipo completamente diferente de intercâmbio. Mas Giovanni e eu só fazemos conversar. Bom, comer e conversar. Já faz várias agradáveis semanas que temos comido e conversado, dividindo pizzas e gentis correções gramaticais, e a noite de hoje não foi nenhuma exceção. Uma noite maravilhosa regada a novos idiomas e mozzarella fresca.

Agora é meia-noite e o tempo está enevoado, e Giovanni me acompanha até meu apartamento por aquelas ruelas de Roma que serpenteiam de forma natural em volta dos antigos prédios como pequenos riachos coleando ao redor das sombras formadas pelos densos bosques de ciprestes. Agora estamos diante da minha porta. Estamos de frente um para o outro. Ele me dá um abraço caloroso. A coisa já evoluiu; durante as primeiras semanas, ele só fazia apertar minha mão. Acho que, se eu ficasse na Itália por mais três anos, poderia até ser que ele tomasse coragem para me beijar. Por outro lado, ele poderia simplesmente me beijar agora mesmo, esta noite, aqui mesmo junto à minha porta… ainda há uma chance… quero dizer, nossos corpos estão colados sob o luar… e é claro que isso seria um erro terrível… mas mesmo assim o fato de ele poder realmente fazer isso agora é uma possibilidade tão maravilhosa… ele poder simplesmente se curvar… e… e…

Que nada.

Ele solta o abraço.

– Boa-noite, cara Liz – diz ele.

– Buona notte, caro mio – respondo. Subo as escadas até meu apartamento no quarto andar, sozinha. Entro no meu pequenino quitinete, sozinha. Fecho a porta atrás de mim. Mais uma noite solitária em Roma. Mais uma longa noite de sono pela frente, sem ninguém nem nada na minha cama a não ser uma pilha de guias de conversação e dicionários de italiano.

Estou sozinha, inteiramente sozinha, completamente sozinha.

Ao absorver essa realidade, largo minha bolsa, caio de joelhos e encosto a testa no chão. Ali, ofereço ao universo uma fervorosa oração de agradecimento.

Primeiro, em inglês.

Em seguida, em italiano.

E então – só para ter certeza – em sânscrito.



Beijocas
Deisy


7 de julho de 2010

Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?


Um dos livros mais lidos e comentados nos últimos tempos é Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?

A revista Veja fez o favor de publicar um pequeno trecho do livro pra quem ainda não leu, se interessar e correr numa livraria para comprar.

Matéria da Revista Veja


Trecho de Por que os Homens Amam as Mulheres Poderosas?

Sherry Argov

1- DE CAPACHO A MULHER DOS SONHOS CONHEÇA SEU PRÓPRIO VALOR E ELE A VALORIZARÁ
"Sex appeal é 50% o que você tem e 50% o que as pessoas acham que você tem." – SOPHIA LOREN

DEIXE-ME APRESENTÁ-LA À MULHER BOAZINHA

Todas nós conhecemos uma mulher boazinha. É aquela que se entrega por completo a um homem que mal conhece, sem que ele tenha que investir muito. É a mulher que se dá cegamente porque anseia receber de volta a mesma atenção. É a mulher que age de acordo com o que ela acha que o homem gosta ou deseja porque quer manter o relacionamento a qualquer custo. Toda mulher, em algum momento, já passou por isso.
É verdade que as revistas femininas, em geral, estimulam esse comportamento: "Comece bancando a difícil. Mas no segundo encontro prepare uma refeição dos deuses para ele, crie um ambiente romântico com música suave, champanhe em copos de cristal e luz de velas... Não se esqueça dos guardanapos bordados e dos morangos orgânicos daquela loja maravilhosa a duas horas da sua casa. Depois, sirva tudo usando uma camisola de renda preta." Essa é uma receita perfeita para quê? Para um desastre.

PRINCÍPIO DA ATRAÇÃO N.º1
Tudo aquilo que perseguimos foge de nós.

Principalmente quando se trata de homens. Mas com um pequeno detalhe: se você correr atrás dele usando uma camisola de renda preta, primeiro ele vai transar com você... e depois vai sair correndo.

Por que um homem foge de uma situação como essa? Porque o comportamento da mulher indica que ela não se valoriza suficientemente. A relação é nova e os laços que unem o casal ainda são tênues. Entretanto, ela já permitiu que ele tivesse todos os trunfos na mão.

O fato de a mulher se exceder nas atenções com um sujeito que é praticamente um estranho pode levá-lo a duas conclusões: ou ela está desesperada ou vai para a cama com qualquer um. Ou ambas as coisas. O esforço que ela fez não é apreciado. E quando o homem começa a perder o respeito por uma mulher que sutilmente se desvaloriza, ele perde também o desejo de se aproximar dela. Com ou sem camisola de renda preta.

Por outro lado, uma mulher poderosa nunca se mata só para impressionar alguém. Começa preparando algo simples e descontraído. Sem guardanapos bordados. Ela pode até perguntar: "Do que é que você gosta?", como faria com qualquer pessoa amiga. Por isso, seis meses depois, quando a mesma mulher capricha no jantar para o mesmo homem, ele conclui: "Puxa! Eu sou especial para ela!"

E não é preciso ter champanhe ou caviar. Se o homem perceber o afeto e o cuidado que foram colocados no preparo da refeição, ele vai se sentir um verdadeiro rei. A diferença agora é que o jantar é uma resposta a todo o investimento da parte dele. Como não recebeu tudo de graça, ele valoriza muito mais o que conquistou.

PRINCÍPIO DA ATRAÇÃO N.º 2
As mulheres que enlouquecem os homens nem sempre são excepcionais. Em geral, são aquelas que dão a impressão de não se importar muito.

Isso não tem nada a ver com joguinhos de conquista. Trata-se de ser muito carente ou de gostar da própria companhia e demonstrar que, de certa forma, você se basta.

O que aconteceria se você o deixasse perceber que está disposta a dar tudo de si, desde o primeiro dia? Ele acharia que você está desesperada e começaria a testá-la.

Isso faz parte da natureza humana. E quanto mais você cedesse, mais ele exigiria. Em pouco tempo, ele a veria como um produto do qual poderá tirar o máximo proveito: "Até onde ela vai? Quanto conseguirei extrair dela?"

As garotas boazinhas precisam aprender algo que as mulheres poderosas já sabem. As concessões excessivas e a ânsia de agradar diminuem o respeito que o homem tem pela mulher e acabam com a atração que inicialmente os aproximou. Os homens, em geral, não se sentem desafiados quando se vêem diante de uma mulher que não mede sacrifícios para conquistá-los. Elas não oferecem o desafio mental que os homens procuram.

Por outro lado, as mulheres erram ao imaginar que, se tiverem doutorado, se souberem defender suas idéias em uma discussão sobre política internacional ou se entenderem de investimentos, serão naturalmente capazes de oferecer um estímulo mental ao homem.

O desafio mental tem muito mais a ver com a atitude do que com a conversa. Geralmente, a mulher que se faz respeitar e que demonstra não ter medo de viver sozinha constitui um desafio mental muito mais instigante.

A boazinha comete o erro de estar sempre disponível. "Não gosto de joguinhos", explica. Assim, ela permite que seu parceiro veja quanto teme perdê-lo, demonstrando claramente que ele tem total domínio sobre ela. Em geral, é nesse momento que a mulher começa a reclamar: "Ele nunca tem tempo para mim. Ele não é mais tão romântico quanto antes."

A mulher poderosa está disponível algumas vezes, mas outras não. Porém ela é amável o suficiente para levar em consideração as preferências do namorado quanto ao dia em que ele gostaria de vê-la, de forma que ela possa, às vezes, adaptar seus planos aos desejos dele. A conseqüência disso? Um relacionamento em que ninguém domina ninguém.

E a mulher que larga tudo o que está fazendo, a qualquer hora do dia ou da noite, para ir ao encontro de um homem? Ele sabe que a controla completamente. Por isso, depois de um tempo, o sujeito passa a sair com os amigos e só telefona à meia-noite, pois sabe que ela virá quando ele quiser. Quando a mulher recebe o telefonema de um homem no meio da noite, pega o carro e sai correndo para encontrá-lo, a única coisa que está faltando é uma placa luminosa no teto do carro com a inscrição: ENTREGA EM DOMICÍLIO.

PRINCÍPIO DA ATRAÇÃO N.º 3
Um homem percebe que a mulher oferece um desafio mental quando ele sente que não tem total domínio sobre ela.

O tempo que vocês passam juntos é revelador. Uma semana depois de conhecer o novo par, a mulher boazinha está sentada em uma cadeira, morrendo de tédio, enquanto ele faz algo de seu interesse, como assistir ao futebol na televisão, limpar o molinete da vara de pescar ou mexer no motor do automóvel. Ela se sente infeliz mas não dá um pio, submetendo-se a uma chateação monumental só para ficar perto dele.

E como reagir quando o sujeito diz que gosta de louras e você é morena, tem olhos escuros e cabelos pretos? Se você aparecer, no dia seguinte, de cabelos descoloridos combinando com as sobrancelhas oxigenadas, não restará dúvida. Ele vai saber que tem total controle sobre você.

E como age a mulher poderosa? Ela escolhe a cada momento o que a faz mais feliz. Se observar o namorado consertar a vara de pescar a diverte, ela fica ao seu lado. Caso contrário, vai buscar algo que a distraia. Se ele diz que gosta de louras, ela se olha no espelho para examinar a possibilidade de clarear o cabelo. Mas só vai fazer isso se lhe der prazer, sabendo que, se não gostar, é só voltar para a cor original.

A mulher poderosa pode até ir para a cozinha fazer um prato especial para o parceiro, mas não vai se esmerar em preparar um banquete logo no primeiro encontro. E, se for para a cozinha, é porque gosta. A mulher poderosa não perde tempo refinando as habilidades indispensáveis para "agarrar um marido". Nas primeiras vezes que sai com um homem, ela se concentra simplesmente em ser boa companhia.

Preste atenção no seguinte: um homem que, desde o início do namoro, está voltado para ele mesmo e para as próprias necessidades provavelmente não será um bom companheiro. Mas muitas vezes as mulheres se excedem tanto em atender todos os desejos de seus parceiros – os expressos e os que elas imaginam – que eles se habituam a apenas receber. Pergunte-se: você está se esforçando demais? Não está dando chance a ele de retribuir? A mulher que se desdobra em mil cuidados passa a seguinte mensagem: "O que tenho a oferecer não é suficiente." Por outro lado, a mulher poderosa transmite a mensagem oposta: "Eu tenho valor." Vamos ver alguns exemplos.

A base de um relacionamento é estabelecida logo nos primeiros dias. Desde o início, ele, conscientemente (isso mesmo, conscientemente), tenta determinar até que ponto conseguirá se dar bem.

Os hábitos relacionados ao uso do telefone também são reveladores. Você espera que ele telefone antes de fazer qualquer plano? Fica furiosa se ele não telefona ou não aparece?
Se a resposta for sim, você mais uma vez está transmitindo o recado de que ele tem total controle sobre a relação, uma mensagem que não deve ser dada a alguém que você mal conhece.

É verdade que a maioria dos homens deixa de telefonar deliberadamente, só para ver a sua reação. Quando uma mulher se aborrece, ela não consegue esconder isso. E fica nítido para o homem o grau de interesse – ou de desespero – dela.

14 de abril de 2010

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Evangélica Sal da Terra Livraria oferece uma grande diversidade de livros, entre teológicos ou literatura cristã de qualidade, além de Bíblias de estudo.
Os livros abordam apologética, auto-ajuda, avivamento, batalha espiritual, dicionários bíblicos, dicionários de grego e hebraico, Espírito Santo, ficção, finanças, história de Israel, infantil, intercessão, juvenil, oração, psicologia, relacionamentos, romance, sexualidade, teologia, vida cristã. Também temos obras voltadas para relacionamentos com deficientes físicos e mentais.

Aqui já tem uma parte da relação dos livros, caso queira algum título que ainda não consta no site é só mandar e-mail para livrariasaldaterra@gmail.com

Os livros estão sendo vendidos pelo preço de custo para zerar todo o estoque, pois a livraria teve que ser fechada por motivo de mudança.

Consulte o álbum do picasa: http://picasaweb.google.com/livrariasaldaterra

Trabalhando somente com editoras cristã-evangélica como Abba Press, Atos, Betânia, Candeia, Clássicos, CPDA, CPB, Danprewan, Faiht, Fiel, GW, Hagnus, IFC, Joyce Meyer, Mundo Cristão, Naós, Propósito Eterno, Sinodal, Tesouro Aberto, Textus, Vida, Vida Nova e também de Ministérios como Não Desista e Encontrão.

Vai lá dá uma olhadinha, quem sabe você encontra algo que você esteja precisando.

Beijocas

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