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1 de junho de 2015

Flor de Coimbra, a adega mais antiga do Rio de Janeiro


Saindo dos Arcos da Lapa em direção a Escadaria Selarón você encontra no meio do caminho a Adega Flor de Coimbra.



Aberto em 1938, o estabelecimento começou como uma mercearia portuguesa e hoje é um dos mais tradicionais restaurantes da cidade, tendo sido tombado pela Prefeitura como Patrimônio Cultural.


Intitulada como a mais antiga adega do Rio de Janeiro, conserva ainda a característica inicial, decorada com azulejos, lenços portugueses, o tradicional São Jorge, um painel de Nilton Bravo, várias pinturas da Lapa e da Praça XV retratando a evolução arquitetônica da cidade e quadros de Jorge Selarón.


O tradicional lenço português e a imagem de São Jorge
O humor fica por conta de um cartaz proibindo beijos ousados e o aviso data da fundação do bar, embora tenha mudado com o passar dos anos.

O local é pequeno, com umas 10 mesas embaixo e seis no mezanino, a atração são os bolinhos de bacalhau, a limonada e os vinhos. As sobremesas são os típicos doces portugueses como pastel de Coimbra e de Belém, toucinho do céu e barriguinha de freira.

Mas o cardápio é bem atrativo, tanto no preço como na variedade de pratos portugueses, com muito bacalhau, feijoada de feijão-manteiga e cabrito. Para beber além dos vinhos tem cerveja, drinques diversos e a tradicional caipirinha.


O ambiente é todo decorado, paredes, tetos, estantes e balcões.
Antes de sua inauguração foi residência do pintor brasileiro de maior projeção internacional, Cândido Portinari, conforme descreve a placa na fachada do edifício.
Foto da fachada, está meio apagadinha...
Passei lá pouco antes do almoço, mas provei o bolinho de bacalhau, que vem em forma de charuto, do mesmo jeito que comi em Lisboa, mas diferente de Santa Catarina, que vem em forma de bolinha mesmo. O sabor é maravilhoso!

E o bacana é que os garçons estão vestidos com as cores de Portugal. Se for almoçar vá cedo, pois o espaço enche muito rápido.

Adega Flor de Coimbra
Rua Teotônio Regadas, 34, Lapa, Rio de Janeiro - RJ


Fonte para texto e imagens
Adega Flor de Coimbra
O Globo


Para ver outras postagens sobre o Rio de Janeiro
Uma Real visita literária (sobre o Real Gabinete Português de Leitura)



18 de abril de 2015

Confeitaria Nacional em Lisboa



Em Lisboa um lugar bacana e cheio de história para se conhecer é a Confeitaria Nacional, na Praça da Figueira e que recentemente foi selecionada como uma das melhores e mais antigas doçarias da Europa.
Fundada em 1829 por Balthazar Roiz Castanheiro, que trouxe as receitas da doçaria conventual do Conselho de Trás os Montes, de onde era natural, fez prosperar seu comércio sendo eleito Juiz da Irmandade da Nossa Senhora da Oliveira, padroeira dos confeiteiros em Lisboa.
Seu filho Baltazar Castanheiro Junior ampliou o negócio e trouxe da França a fórmula secreta do bolo-rei, que é hoje o mais tradicional de Lisboa, embora outras doçarias a façam o da Confeitaria Nacional é única e utiliza a mesma receita de mais de 180 anos, uma receita original que é guardada a sete chaves.
Fonte: O Corvo
O sucesso tornou o lugar um ponto de encontro social e no salão de chá do andar superior reunia-se a nata lisboeta, além de artistas e políticos, para degustar a melhor oferta de quitutes, entre bolinhos de amêndoa e de ovos. O estabelecimento foi um dos primeiros a ter iluminação a gás e telefone, novidade que chamava a atenção.

Na mesma família há cinco gerações, a Confeitaria Nacional mantém a unidade decorativa e arquitetônica do prédio em que está há 180 anos, e tem-se adequado aos novos tempos, mantendo sempre a tradição e a sua própria história.

Em outubro de 1873, o Rei D. Luis I de Portugal assinou o alvará que tornou a Confeitaria Nacional fornecedora da Casa Real, condição que manteve até a implantação da República Portuguesa em 1910.

Em 1940, foi-lhe atribuído solenemente o estatuto de Casa Centenária da Associação Comercial de Lisboa, em cerimónia presidida pelo Presidente da República, Marechal Carmona.

Escolhi uma mesa próximo a janela para apreciar a linda vista da Praça da Figueira e da estátua equestre de D. João I. A arquitetura é digna de apreciação.

Para um lanche ou um café, com certeza é uma excelente opção.

E aí, quem resiste a tanta tentação?
Fonte: O Corvo

Confeitaria Nacional
Praça da Figueira, 18B, Baixa, Lisboa - Portugal

Para visualizar outros posts de Portugal:

O Bolo Rei e as Saturnálias (bolo tradicional)

A Livraria mais antiga do mundo (em Lisboa)

15 de agosto de 2014

O Rei do Bacalhau


Terça-feira foi dia de degustação de vinhos no Rei do Bacalhau, um restaurante português em Itaguaçu.
Já na entrada fomos recebidos pelo proprietário, o Sr. Augusto Pereira da Silva, que de antemão avisou que a "sua senhora", D. Maria Henriqueta Pina Cabral Silva, é a Chef de cozinha e estava a preparar um bacalhau à Narcisa.
Este simpático casal oriundo do Porto, Portugal, reside há 18 anos em Florianópolis e abriu o restaurante em novembro de 2003, e desde então se consagrou como um dos melhores lugares para se comer um bom e bem preparado bacalhau.

A noite era de degustação, com cardápio estabelecido, de entrada bacalhau às natas e bolinhos de bacalhau, regados ao espumante São Pedrinho Branco Bruto. Tudo uma delícia!

Em seguida foi servido um Encostas do Rabaçal Touriga Franco Tinto, mas como eu prefiro espumante, não acompanhei meus pares, que afirmaram ser um bom vinho.
Com a chegada do prato principal, um bacalhau à Narcisa (maravilhoso) foi servido o Encostas do Rabaçal Reserva Tinto, que segundo o Stanley, Marília e Michela estava excelente!!!

O espumante e os vinhos servidos são das Caves de Valpaços, que é uma cooperativa de viticultures formada em 1956, no norte de Portugal, na região de Trás-os-Montes.

O restaurante é bastante simples, mas muito acolhedor. Suas paredes de azulejo são decoradas com galos de Barcelos e xales portugueses. O cardápio é enxuto, mas com opções bastante interessantes, quase todas focadas no bacalhau.
A carta de vinhos não é extensa, mas pululam os vinhos e espumantes portugueses de boa qualidade.
Foi uma noite maravilhosa, com boa comida e bebida, e muita conversa com Marília e Michela.

logo   Danieli Régis Braga Blogueira, gourmet e viajante, Modos & Moda

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